E se as histórias para crianças passassem
a ser de leitura obrigatória para os adultos?
seriam eles capazes de aprender realmente
o que a tanto tempo têm andado a ensinar.

(José Saramago)

Talvez ninguém duvide que na infância nossa mente está mais aberta a imaginar e a criar infinitas realidades. Nossos olhos encantam-se a cada descoberta e nossa mente viaja em muitas possibilidades de criação. Alimentar essa construção criativa é um modo que nós, os adultos, temos de contribuir para formação humana dessas crianças. Por isso convidamos todos vocês a embarcarem nessa proposta que o livro “Céu de papel” traz. Com uma pergunta do tamanho de um elefante, o mundo se apresenta por meio das interrogações para o Léo e para todos nós!
É na busca das respostas que vamos conectando as palavras, criando as narrativas e inventando a fantasia onde não cabe o real. Assim surge a literatura, fundamental para nossa compreensão de mundo e para completar as lacunas que a realidade não dá conta. A leitura é uma prática constante em nossa vida, no campo literário ela abrange diversas perspectivas e é preciso fortalecer a sua atuação social e a capacidade de representação e diálogo, por isso quanto mais presente ela estiver, melhor seguiremos como sociedade.

“Somente a leitura, a imaginação, o estudo, o esforço, a tenacidade investigativa, o desafio constante do conhecimento nos abre os olhos para o bem pensar…”, inspirados nas palavras do escritor argentino Mempo Giardinelli, compartilhamos caminhos para vivenciar a leitura de “Céu de papel” e refletirmos juntos essa formação leitora.

LEIA PARA UMA CRIANÇA

A leitura em voz alta é um bom caminho para criar leitores. O encantamento do texto pela voz de seus afetos é uma forma de aproximar a criança do livro. A leitura deve ser livre, prazerosa e espontânea, mas também passa pela memória, pela oralidade e pela afeição. Por muito tempo, rodas de conversas e contação de histórias foram o modo que muitas civilizações interagiram, e, mesmo hoje, na era das redes sociais, continuamos atrás de uma boa história e, nesse sentido, é importante cultivar o desejo de ler.

Para a escritora Ana Maria Machado, a verdadeira literatura infantil permite que a gente encontre sentidos novos, e isso é uma prova de sua qualidade literária, por isso nossas sugestões pretendem ser, antes de tudo, uma forma de trocar experiências e possibilidades de interação com a história para que o próprio leitor dela descubra seus caminhos e preencha suas lacunas.

Por meio de uma história, um mundo irá se revelar. Sensações novas, pensamentos nascerão como estrelas no céu, brilharão a todos que se permitirem viver a experiência da escuta de uma boa narrativa. Quem sabe nesse céu de papel sejamos nós os vagalumes, leitores brilhando a cada descoberta da palavra literária, alimentando nossa vontade de criar. Esse é o convite que fazemos aos adultos e as crianças: viver a magia da criação. Oferecemos o livro, uma boa história, algumas atividades e brincadeiras, mas deixaremos lacunas para vocês inventarem suas próprias aventuras nesse mundo da imaginação. Voem vagalumes…

Patrícia Nogueira.
Equipe pedagógica

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